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Natal para recomeçar: Famílias Venezuelanas ganha abrigo em passagem por Belo Horizonte

Em poucas horas, o salão do sétimo andar da sede da Cruz Vermelha Brasileira – Filial Minas Gerais (CVB-MG), no centro de Belo Horizonte, mudou de aspecto.

Camas improvisadas, cobertores separados e dobrados, cartazes de sinalização com o nome de diferentes famílias. Diaz, Rodriguez, Figueroa, Cedano. Nesta sexta (27), a CVB-MG atendeu à missão de urgência, em última hora, para abrigar 31 imigrantes venezuelanos que estavam em Roraima e passaram o natal e os últimos dias na expectativa de tentar chegar a Minas Gerais, a partir do programa de interiorização das Forças Armadas e do governo federal.

São nove famílias que permanecerão alojadas na sede da entidade até a tarde deste sábado e que receberam, como acolhimento, uma festa de natal de última hora, organizada pela Cruz Vermelha e seus parceiros. A chegada a Minas Gerais faz parte de uma longa trajetória desde que os venezuelanos, de diferentes regiões do país vizinho, começaram seu deslocamento diante das recentes tensões locais. São histórias como a da estudante Jessica Chacon, 24 anos, que deixou parte da família para trás para chegar até o Brasil.

“Sinto emoções diferentes, esperança de começar novamente a vida com minha filha e ao mesmo tempo tristeza pelas outras pessoas da minha família que deixei”, afirma a jovem, que vem da cidade de Maturín. Ainda sem falar quase nada de português, ela diz que o idioma é um dos novos desafios, mas teve boa impressão de Minas Gerais, estado que será o seu novo lar. “Fui muito bem acolhida e estou esperançosa com o que virá daqui para frente”, diz.

A filha de Jéssica e outras crianças do grupo foram surpreendidas, após a chegada, com um encontro com o Papai Noel e a distribuição de brinquedos, durante o jantar natalino que foi realizado pela Cruz Vermelha. A ação, que teve a parceria da Polícia Civil de Minas Gerais e do restaurante Maria das Tranças, serviu para trazer um pouco de conforto e o espírito natalino que muitos dos refugiados não tiveram a chance de experimentar nos últimos dias.

“Estou feliz aqui”, declarou o bombeiro hidráulico Ysnaldo Leal, 46 anos, que também veio com a família e comemorava, também, o aniversário de um dos seus filhos. “Não esperávamos por esse recebimento dessa forma. Espero que seja um começo de coisas boas”, completa o venezuelano, que chegou a arrumar trabalho por um tempo em Boa Vista (RR), mas que precisou procurar outra região do país após ficar desempregado.

Neste sábado, a Cruz Vermelha oferece um café da manhã para os refugiados e completa o cadastro das famílias. A instituição está registrando as condições de saúde e a situação de risco social de cada grupo, seu conhecimento do idioma, necessidades especiais para seguirem adiante. Alguns dos refugiados viajam para outras cidades do interior de Minas ainda neste fim de semana.

Esta é a terceira vez que a Cruz Vermelha em Minas Gerais recebe população imigrante da Venezuela no ano de 2019. No dia 20 de julho, um grupo de 76 pessoas do país vizinho desembarcou no estado e foi acolhido pela instituição. Em 28 de agosto, outros 32 refugiados foram recebidos pela CVB-MG.

Diante da sua situação humanitária, a Venezuela tem recebido apoio das organizações internacionais. Segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, mais de 30 toneladas de material já foram encaminhadas pelo movimento ao país. Entre as doações estão medicamentos, equipamentos médicos e geradores que serão distribuídos pelos hospitais venezuelanos.

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