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Do risco de vida ao sucesso profissional, como o trabalho mudou Thiago, 24 anos

“Eu não tinha a mínima ideia do que eu estava fazendo ali”, diz Thiago Aguiar, 24 anos, ao lembra-se da noite em que se envolveu em um assalto a mão armada e acabou preso, com a idade de apenas 15, em Belo Horizonte.

Filho de uma família pobre, na comunidade do bairro João Pinheiro, zona oeste da capital, criado apenas pela mãe com mais dois irmãos, em uma vizinhança de violência e educação pública sem condições de qualidade, Thiago tinha tudo para virar estatística. Segundo o Atlas da Violência, divulgado em junho pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), quase 60% das mortes no país são de jovens com idades entre 15 e 19 anos, a maioria negros e moradores das periferias.

Porém, Thiago repete praticamente a mesma frase, só que deixando o sorriso tomar conta do rosto, ao falar sobre o lugar onde está hoje. “Eu nunca tive a mínima ideia de que estaria aqui um dia”, comemora. O lugar é a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, uma das cinco melhores instituições privadas do país em inovação, segundo o Ranking Folha, e recentemente incluída no ranking das melhores universidades de todo o mundo segundo o guia Times Higher Education.

Thiago formou-se em Administração de Empresas e atualmente cursa pós graduação em Administração Avançada e Gestão de Pessoas. Com um emprego estável na mesma universidade, o jovem viveu um efeito montanha russa em sua vida pessoal em apenas nove anos, desde aquela fatídica noite de adolescente. Hoje é proprietário de um apartamento, já trocou de veículo quatro vezes, mudou-se de bairro, conseguiu economizar, multiplicar e investir os próprios recursos, em um caso de sucesso financeiro e profissional difícil de encontrar em um país em crise. Rindo ao falar disso, ele lembra que “tudo começou com uma bolsa-salário de 548 reais”.

Esse era o benefício de seu primeiro emprego, a partir do programa de formação profissional da Cruz Vermelha em Minas Gerais, o Ação Jovem. Após a ocorrência como menor infrator, ele participou do projeto de Liberdade Assistida e chegou depois à instituição. “Lembro que era o último dia de inscrição da aprendizagem e que subi correndo aquelas rampas. Nunca pensei que fosse ser chamado”, revela. No entanto, foi. E durante o curso de capacitação e formação profissional, rememora com carinho a insistência e a aposta da equipe da Cruz Vermelha no seu desenvolvimento: “Eu nunca me vi como um trabalhador. A coordenadora do programa e as psicólogas insistiram em mim e enxergaram em mim algo que eu mesmo nunca conseguiria enxergar sozinho”, emociona-se.

Atualmente, o Programa Ação Jovem da Cruz Vermelha beneficia mais de 600 adolescentes por ano, com o acesso ao primeiro emprego, nas modalidades de jovem aprendiz e jovem trabalhador. O projeto existe há 45 anos e é a mais antiga iniciativa de Minas Gerais nesse setor. Entre as principais organizações conveniadas estão a PUC Minas, a Universidade Federal de Minas Gerais, empresas privadas, instituições de diversos ramos e perfis.

Para Thiago, um dos que puderam viver a experiência dessa transformação, os horizontes não pararam ainda de se apresentar. Além da pós-graduação, faz planos com a namorada, já pensou em casar, ter filhos e até mesmo morar no exterior. “Algum lugar da Europa, acho”, deixa escapar. De todas as mudanças de sua vida, a mais difícil, segundo ele, tem sido morar sozinho. “Cozinhar é muito difícil”, protesta bem humorado. No fundo, o jovem administrador sabe que dificuldade mesmo foi ter superado o que superou para olhar a vida com a cabeça erguida.   
 
Assista ao vídeo abaixo e conheça Thiago, ex-aprendiz da Cruz Vermelha Brasileira


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